quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

E tudo passa... e tudo muda

Sorry, sorry, sorry
Eu sei, eu sei... Não tenho perdão. Já fez mais de um ano que eu não voltei cá. Uma coisa é certa, desde que fui operada aos olhos que nunca mais peguei em bordado algum. Simplesmente não consegui. A operação trouxe-me mais qualidade de vida, é certo, mas agora tenho de afastar as coisas para as ver melhor... e já sei o que é a chamada "vista cansada".
As novidades são mais do que muitas. Divorcie-me em janeiro de 2014, do meu marido, e em agosto/setembro do mesmo ano, da minha casa. Afastei-me cerca de 80 km do local onde vivia, afastei-me dos meus amigos, do meus colegas de trabalho, da minha família... e porquê? Fui atrás de outra oportunidade para ser feliz. Deixei tanto para trás... por um homem... Se valeu a pena? Ainda estou a tentar perceber se sim... se não...
Deixei Terras de Santa Maria (da Feira) e vim morar para a cidade berço de Portugal. Na verdade estou a morar numa lindíssima vila denominada Caldas das Taipas (Caldelas). Para quem me acompanha no facebook, poderão ver algumas fotos da vila publicadas na minha página.
Comigo trouxe os meus filhos que rapidamente se adaptaram à escola. Eu é que senti mais dificuldade. Estou a trabalhar em Vila Nova de Famalicão e estou a gostar muito do ambiente. Tanto os meus colegas, como os meus alunos, são todos uns fixes! ;-)


E é assim...


Como estava há pouco dizendo... tenho vivido momentos bons e momentos menos bons. Tenho vivido situações de grande instabilidade emocional, sobretudo na relação que mantenho com o meu namorado, com o qual já acabei e reatei vezes sem conta.
Conhecem aquela sensação de amor/ódio? De não conseguir viver com aquela pessoa, mas também não conseguir viver sem ela? Estou a tentar mentalizar-me de que se trata de uma fase de adaptação, mas que tem sido difícil para burro... irrrrra!
E, de quando em vez, sinto necessidade de escrevinhar o que me vai na alma. O que tenho gravado no meu telemóvel, vou agora transpor para aqui... para o meu diário virtual. Deixo apenas dois poemas, ou registos, ou o que lhe quiserem apelidar:


Fase menos boa:


Pode ser que...


Pode ser que...
Quando eu me for embora... nessa altura... te lembres da minha existência...
Pode ser que...
Quando eu aqui não estiver, sintas saudades do meu perfume... e sede dos meus beijos...
Pode ser que...
Quando chegares a casa e eu não estiver cá para te acolher... te recordes das inúmeras vezes que eu te dizia que te amava e reclamava o mesmo...
Pode ser que...
Quando olhares o visor do telemóvel e não vires, nem chamadas, nem sms minhas... te lembres dos doces com que te presenteava, das músicas que ouvíamos, dos passeios que dávamos, dos bilhetes que te deixava sob a almofada...
Pode ser que...
Quando acordares a meio da noite e reparares que já não partilho a cama contigo, nem te aconchego com o cobertor para não sentires frio... te lembres que fui aquela mulher que deixou tanto para trás para ficar contigo...
Quando eu já cá não estiver... Pode ser que... me ames.


(1 de fevereiro de 2015 - o nosso primeiro - e triste - aniversário de namoro)


Fase: boa?


Esperança


Permanecer deitada junto a ti, quando tanto tenho para fazer...
Delinear o teu rosto com a ponta do meu indicador, contornando os teus sinais...
Ver-te dormir, tranquilo, e respirar da tua expiração... E ficar, ali, na serenidade que se deseja eterna...
Sentir cada centímetro do teu corpo e o calor que dele emanas... a pressão do teu abraço, a suavidade do teu beijo... a sede de te amar... É o que faz manter a chama do nosso amor e o desejo de contigo ficar.
Amo-te


(17 de fevereiro de 2015)




E... mais nada...!
Não sou de fazer promessas... por isso... não vou dizer até amanhã, se não sei o que o amanhã me reserva e não sei onde estarei amanhã... mas conto voltar em breve, para vos deixar com uns registos fotográficos dos meus filhotes.


Beijinhos fofos!
claudia79